Uma das minhas passagens preferidas do livro:
" (...) Winston e a rapariga encontravam-se prestes a ter de separar-se. E no último instante, quando a multidão ainda os cercava, a mão dela procurou a dele, apertando-a fugazmente.
Este contacto nem dez segundos teria durado, e no entanto pareceu tão longo. Ele teve tempo de aprender de cor todos os pormenores da mão dela. Explorou-lhe os dedos compridos, as unhas bem feitas, a palma da mão endurecida pelo trabalho, com a sua fieira de calos, a carne macia da face interior do pulso. Depois de assim afagar aquela mão, soube que a reconheceria onde quer que a visse. (...)"

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